sexta-feira, 3 de outubro de 2008
FRANGO COM ARROZ
Todas as pessoas tem alguma coisa para fazer, e eu, não me apetece fazer nada! Agora é que queria estar de férias. Sozinha numa praia... com ou sem pessoas não me importa, mas de férias! Sem barulho, sem tempo. Sim, sim, sem tempo. O que me mais me arrelia é o tempo para tudo. O tempo para acordar, para tomar banho, para comer, para fazer xixi... tempo para tudo! Aghhhhh!!
O que me vale, é este sorriso irritante e permanente, que me acompanha diariamente. É bom estar viva! E poder comer, e rir, e poder levantar-me todos os dias à mesma hora, e poder ouvir à mesma hora o Júlio na Antena 1, e fazer xixi também sempre à mesma hora! Significa isto tudo, que posso continuar a beijar e apertar o meu filho. E como gosto de o fazer!
Sempre que viajo para casa, depois do trabalho, uma viagem de 16 ou 17 minutos de carro, gasto o meu tempo a falar com amigos e a lembrar-me o quanto gosto de ter pessoas para falar. E chego sempre há mesma conclusão: seja o que for que eu sinta, todos os dias tenho de fazer jantar!! Há mesma hora! Quer eu queira, goste, adore ou não. E hoje tenho arroz de frango. Inspirei-me na Teresa que me falou nos guisados, hoje ao almoço enquanto preparava uma ementa.
A vida é mesmo normal! (para alguns)
Ainda bem...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
- Álvaro de Campos, 15-1-1928
- TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Hoje saltei à corda durante 5 minutos sem parar!!! isto com o tempo vai, hien! Já la vão uns bons 3 meses, desde que comecei a minha guerra com a celulite. Não prometo ganhar, mas prometo não lhe dar sossego!!!
depois de um intenso treino de thai fitness (um simpático variante do Muhai Thai), de um belo duche e um longo gole de água, nada me teria feito melhor do que uma massagem (a 2 mãos seria ainda melhor), intensa e aromática.... fiquei-me pela clara imaginação! nem massagem nem mãos...
fica-me a segurança deste meu corpo abusado pelos meus dois filhos que insiste em manter o mesmo peso, desde que dei inicio á guerra contra a celulite.
tenho 35 anos, e celulite!!!!! :( mas também tenho mais do que isto...
ter 35 anos é sentir alguma segurança, ter algum medo de prosseguir com o tempo sem o poder controlar, é saber escolher com mais determinação, é ter capacidade de amar muito mais amplamente, é perdoar mais, é sorrir mais ainda e é sobretudo apreciar mais tudo o que se sente.
ter 35 anos é conseguir dizer com mais clareza o que se sente, sem enganos , sem obrigações morais, é dizer não, quando é preciso, sem medo e sem stress...
ter 35 anos é poder dizer sim quando realmente se quer, é saber como dizer, e a quem...
ter 35 anos é começar a ter capacidade para aceitar o que não podemos mudar e ganhar coragem para fazer alguma coisa com o que realmente podemos mudar.
ter 35 anos e filhos, é sentir amor.... é querer abraçar eternamente a pele e o cheiro dos nossos meninos... é chorar de amor ao vê-los dormir... é não parar de olhar quando se quer!! é dormir sempre com eles.
gosto dos meus 35.... pena que não sejam eternos... como os diamantes!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Deviam ser umas 14h00 mais ou menos. Tinha chegado de Pombal, terra de minha falecida avó, onde a minha família guarda ainda alguns pertences patrimoniais, que temporariamente visitamos (á excepção da casa onde vive actualmente uma prima).
Estava brutalmente cansada... o corpo só conseguia reagir a um cansaço interior que teimava em saltar para fora, mas a minha mente não deixava!
Por cada quilometro percorrido o medo apoderava-se de mim... ia-me subindo pelas pernas como um queimado que lentamente chegava ao cume. Sentia-se vitorioso e eu não conseguia combater aquele calor antecipado.
Tenho a vida do avesso...
Os meus alicerces, a minha estrutura, os ferros que me seguram por dentro como a um prédio em construção parecem falhar-me. Falo de meus queridos e amados pais! Cansados e com muita vontade de serem poupados a preocupações familiares... Para eles, agora, apenas as dificuldades alheias que não os tocam na pele, é que são dignas de serem comentadas á mesa do jantar. Tudo o resto não deveria fazer parte das suas vidas. Já lá vai o tempo em que minha mãe corria desalmadamente atrás de mim com um chinelo na mão para me «acalmar os nervos»... hoje deveriam ambos, estar calmos e tranquilos, pela vida agitada que tiveram com seus filhos, onde me incluo em maior dimensão que minha mana.
É este o medo que se apoderava de mim... saber que trazia para a minha realidade diária uma mãe que quer descansar e não consegue, uma filha parvamente adolescente que devia ser isso mesmo, filha de mim, mas que prefere ser filha de todos e desvairar-se para todos os lados... (odeio adolescentes...!), e quando parei e me sentei, uma enorme vontade de envolver-me em comprimidos e braços percorreu o meu corpo.
A esta vontade de comprimidos e braços que quase me afogava, como uma dependencia de que eu sentisse falta, estava constantemente a piscar no meu cérebro. Para todos os lados que olhava via umas letras em néon fluorescente com um brilho sedutor que me diziam «abraça-me...».
Restou-me pegar em minha mana, em minha mãe, e conduzir até casa onde meu pai nos esperava alegremente para o preparo de mais um repasto á moda de minha mãe... a filha, a adolescente continuou a ser isso mesmo, e pediu-me para dormir em casa de uma amiga, outra adolescente... daquelas que eu odeio...
Jantei, abracei-me a um tranquilizante e deleitei-me em minha cama.... até de manhã!
Benditos sejam aqueles que nos fazem esquecer a nossa pele o cansaço do amor....
sábado, 12 de abril de 2008
Ontem na Rua da Rosa, numero cento e tal, foi a festarola de inauguração na nova casa do Rodrigo. Antes de chegar à dita casa, só me vinha à cabeça, porque raios um homem vem viver para um local onde outros bebem copos?? Sim, quer dizer, aquilo é só para os copos! Agora viver? Ao pé de bêbados que inundam a nossa rua de ruido auditivo, visual e odorífico, onde pela manhã passamos limpinhos para o emprego, a ter de passar por odores amargos??? Façam-me um favor!!!! Mas enfim... O Rodrigo até é um bom miúdo... que promete, isso sim!!! Mas a razão deste texto é a festarola no seu âmago. Eu diria quase sui generis... Para começar a gata que oferecemos ao Rodrigo era tão linda, que desapareceu nos primeiros 15 minutos da festa (não sei para onde foi?! Provavelmente dormir com a alemã) e não é que queriam chamar DILDA(!!!!!!!!!) á desgraçada da gata? Podiam ter arranjado um nome mais bonito, tipo vibradora, ou coisa assim? Que pessoas tão intelectualmente criativas, que mentes poderosamente inovadoras na escolha de nomes para uma simples gata! Então e Bichana(?), Xaninha (?) hein?!!! Nomes que as pessoas normalmente chamam a gatos! Bom, depois lá apareceu um tal de Zé (que não tinha voz e que me fez acreditar que uma qualquer relação com este senhor, seria para mim uma constante vitória) que até fez uns belos cocktails (com fruta verdadeira) antes de passar para o outro lado do álcool. A misturar com este cenário haviam umas ditas senhoras (bem, senhoras.........hummm.... pronto está bem, eram senhoras) que pouco faltou (enquanto por lá estive) para se despirem por completo e ficarem como Deus as mandou ao mundinho... e olhem que não foi por falta de vontade de todos os intervenientes da dita festarola!!!! a misturar neste cocktail de pessoas apresenta-se-nos uns quantos rapazolas de sobrancelhas arranjadas!!! Como eu! Como se fossem ali á Simone fazer as sobrancelhas. Na volta até as unhacas do pé tinham arranjadas, ou o buço! Sim sim o buço!!! Ou as axilas! Enfim... o pior é que nem giros eles eram. e podiam ate ser, porque eram italianos! Mas feios!! Éh! Feios! Olha que não há coisa pior que estar numa festa de gente, enfim... pouco dada á beleza masculina! Bolas Rodrigo para uma próxima tenta convidar os amigos dos outros pode ser que te safes!!! Ah e diz logo para irem e taxi, para as pessoas não terem de descobrir sozinhas que carros no Bairro Alto, nem pensar! Mas valeu a confraternização, os cocktails e claro, a boa disposição minha e da Benite! que lá salvou a conotação de festa NORMAL!!!!!!!!!!!!!
PS- foi pena não haver comida, isso sim..... e espero que repensem o nome da gata!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Há uma coisa que verdadeiramente me intriga! As intrigas e a importância das coisas!!! É verdade. Existem algumas espécies humanas que só sabem viver egoistamente dentro do seu mundo sob o signo do endrominanço. Ora este exercício, e para quem não o domina na realidade, e em bom rigor, pode ser uma verdadeira armadilha.
Para quem quiser fazer a prova dos nove, basta fazer uma boa dúzia de perguntas seguidas sobre um determinado assunto da semana anterior e PUMBA!!! Eis que chega alguma novidade não antes relatada. E a surpresa continua a ser a mesma… AAAhhh! Não me tinhas dito nada disso? E a resposta também é sempre a mesma… Ai não???!!! É porque não era importante!
E é aqui que a intriga sobre a importância das coisas, começa.
Então porque cargas de água, aquilo que não era importante há uma semana de repente surgem no contexto de algumas coisas menos importantes? E porque será que afinal das contas o cerne da questão é precisamente aquela questão que “não era importante”? Estranho! Intrigante!
O melhor e mais evidente nestas revelações é o sexto sentido a vir ao de cima, quando alguma coisa cheira mesmo mal. Quando não bate a bota com a perdigota… Mas a grande parte das vezes deixamos passar, na positiva esperança que nada seja, e que mais uma vez o nosso mirabolante cérebro esteja a congeminar contra nós. Mas eis que não! Não é o universo a conspirar, é mesmo verdade! Aquela que eu não queria, mas que sabia ser. Grande chatisse isto de ser mulher………
Vamos ter de confrontar o que “não era importante”, e que de repente passou a ser! É!!!
Que mania esta, da comunidade masculina, de considerar por autodeterminação, o que é ou não importante. Será que já pararam para pensar em consultar o outro sexo, acerca dessa importância das coisas? Acho que daria mais resultado. Tipo terapia familiar sobre a importância das coisas. E talvez com um mediador se consiga chegar á conclusão do que é ou não importante para a comunidade.
Considerações no singular não devem dar bom resultado… tentem a 2!! Pode ser que resulte hein?!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O que mais me surpreendeu hoje de manhã foram as respostas à ajuda alimentar que pedi para a Clarinha. É que há tantas Clarinhas por aí, que nem sonhamos. Mas eu só penso que esta é uma que conheço eu!!! E ai de mim ser indiferente!! Todos os dias de manhã o Tomás me pede croissants para o pequeno-almoço. E a Clara? O que será que come ao pequeno-almoço? E as outras Claras? Será que veem o sol todos os dias, como o Tomás? Bom... esta semana serviu para eu perceber que as pessoas não são assim tão indiferentes para o mundo como julgamos. O que há, é alguma vergonha ou preconceito em dizer coisas, ou em ser sensivel. É como se fosse uma coisa excumungada pela sociedade. Ter vergonha de conhecer pessoas que precisam de ajuda é coisa do século passado! Hoje vive-se mais a preocupação em aceitar o não, e trabalha-lo para que se transforme num enorme SIIIIIIIIIIM!! Estar vivo é consequência para quase tudo. É estarmos abertos ou fechados para o mundo! É acordar com ou sem sol, é ter de dizer sim ou não, sempre que necessário. E é também o dever ou o direito de dizer: - por favor, ajudem-me! E foi o que disse e pedi a todos os que por amor a alguém ou alguma coisa, me trouxeram comida e muita solidariedade, para eu poder fazer da minha Clara, uma pessoa mais acarinhada. E sobretudo a não se sentir sozinha. OBRIGADA A TODOS! OBRIGADA DE CORAÇÃO!!!
Ah a minha mana faz hoje 33 primaveras!! Vamos lá embora a dar-lhe os parabéns. :)